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Nossos Projectos

Ponto da criatividade

É um projecto que, em decorrência do seu impacto, já possui o apoio institucional do Ministério da Cultura de Angola. Assim, o Ponto da Criatividade é um gesto urbano e simbólico. Um convite à liberdade formal, à experimentação poética e à reinvenção do espaço público como campo expandido da arte. Integrado no Projecto Elefantes Bay, este programa propõe a cedência de rotundas com diâmetros entre 4 e 20 metros a artistas visuais, colectivos criativos, arquitectos e visionários que aceitem o desafio de intervir no trânsito da imaginação.

Invictus In Futurum

Com a curtadoria de Rómulo Rosa, Invitus in Futurum representa o presente como a base de um futuro em constante desenvolvimento. Actualmente, é evidente que o futuro se configura como uma utopia e não deve ser visto como uma extensão do passado. O futuro é o presente em movimento. Este projecto de exposição, privada, busca refletir sobre as incongruências nas planificações, nas possibilidades e impossibilidades do que foi apenas previsto, compreendendo que o futuro resulta de um processo contínuo de construção. O objectivo é transformar as várias reticências e numerosas alternativas em uma realidade que reluta contra a nossa vontade de evoluir e fazer diferente, sem criar expectativas sobre veracidades esperadas, mas trabalhando efectivamente para eliminar surpresas.

Sala do Barro

Onde a terra se faz linguagem…

Sala do Barro,  um espaço que pertence ao futuro Museu do Projecto Elefantes Bay, com a parceria da Lucitur,  emerge como um espaço de escuta e celebração do barro como corpo e verbo. Entre o gesto que molda e o fogo que transforma, reside um conhecimento profundo transmitido por gerações: ceramistas, oleiras, arquitectos de aldeia, escultores do tempo. Com incidência nas províncias do Kwanza Sul, Benguela, Huíla e Namibe, o projecto estrutura-se sobre a investigação do antropólogo João Ngoma e a curadoria artística de Rómulo Rosa, propondo uma aproximação sensível às formas tradicionais da cerâmica e sua reinvenção contemporânea. Oficinas, residências, recolhas de campo, catálogos e exposições compõem o corpo desta iniciativa que propõe reconstituir a linhagem invisível entre a terra, o ofício e o espírito.

Sala do Paradoxo

Onde o brinquedo artesanal é filosofia de infância.

Este projecto, objectiva documentar e interpretar o universo lúdico das crianças do interior de Angola, a partir dos seus brinquedos inventados, revelando o paradoxo entre adversidade social e alegria vital.
Nesta sala, a infância é pensada como lugar de resistência simbólica. Brinquedos feitos de arame, latas, panos e paus – são mais que objectos: são mapas de mundos, esculturas de desejo e arquitectura da esperança.
A Sala do Paradoxo propõe um olhar etnográfico e poético sobre a infância rural angolana, revelando como, mesmo entre ausências e precariedades, as crianças erguem espaços de sonho. O projecto recolhe imagens, testemunhos e objectos, propondo exposições e publicações que confrontem o olhar urbano com a potência criadora da infância popular. O sorriso entre as ruínas não é inocência: é filosofia do corpo e inteligência do improviso.

O Sul também é aqui

É um programa de formações nas mais diversas linguagens artísticas, que contará nesta primeira edição (agosto de 2025) com o apoio do Goethe Institute, para realização na província de Benguela, oficinas voltadas para o fazer artístico no campo da fotografia, sob a Coordenação do artista Adriano Cangombe.

Nota Conceitual

Pensar Angola passa fundamentalmente, pelo exercício de mudar o par de óculos pelo qual nos acostumamos a olhar e tratar das questões do país tendo Luanda como referência e medida. A ideia do projecto se coloca como um ponto de partida para pensar e colocar na prática uma “reivindicação” pela visibilidade e atenção que devem merecer artistas e profissionais das artes em geral e das artes visuais em particular dentro de suas províncias, contextos e realidades. Buscando a colaboração de instituições públicas e privadas locais e sua conscientização do posicionamento que devem ter nesse processo.

O nosso país não conseguiu tornar possível a nacionalização do sistema alargado de ensino das artes , bem como a criação de estruturas, instituições e espaços dedicados as artes em províncias como Benguela, fomentando a participação pública e privada e criação de um mercado e consumo local dos produtos artísticos de várias linguagens. 

E começar pela formação-capacitação é a maneira ideal de lançar esse desafio estrutural e urgente.

AFWA- Africa Fashion Week Angola

Estabelecer uma plataforma de consagração e intercâmbio entre jovens criadores de moda e profissionais seniores, promovendo a indústria criativa angolana sob o signo da identidade, da inovação e da beleza.

Nota Conceitual:


AFWA é mais que um desfile: é uma afirmação estética e política da juventude angolana. Nas texturas e cortes, nas paletas e silhuetas, pulsa uma África que se redesenha, que se veste de si mesma, que se projeta para o mundo sem perder o chão.

O projecto articula residências criativas, mostras de moda, formações técnicas e ciclos de debate. Visa construir pontes entre tradição e modernidade, entre criadores emergentes e o mercado internacional, promovendo a moda como linguagem cultural e vector de desenvolvimento económico. Aqui, o pano não é apenas vestuário – é documento de identidade, é arte portátil, é território em movimento.

Casa do Artista

Visa criar um espaço de residência e pesquisa para artistas e pensadores comprometidos com as paisagens socioculturais do sul de Angola, incentivando a construção de poéticas enraizadas e experiências de criação partilhada. A Casa do Artista é abrigo e alavanca. Um lugar onde o tempo da criação se reconcilia com o tempo do mundo. Ali, artistas e investigadores aproximam-se da memória dos territórios, escutando os mitos, recolhendo os gestos, desenhando possibilidades de futuro.

Ainda em construção, estará localizada noi espaço do Projecto Elefantes Bay, situada na zona sul da província de benguela, Angola, região marcada por uma densa carga simbólica e histórica, a Casa acolherá residências, oficinas, acervos de pesquisa, performances e práticas colaborativas. É uma casa sem muros: aberta ao risco, à escuta, à construção de novas gramáticas da arte. Entre tradição e invenção, ela acolhe quem ousa fazer da arte uma forma de estar no mundo.